Integração, terapeutas e psicodélicos

Por que mais terapeutas precisam aprender sobre psicodélicos – agora – Erin Hiatt – tradução: Fernando Beserra (APB)

Pandemia, trauma e terapia psicodélica – 2020 – Iago Lôbo (APB)

 

Conheça a TRIP (Terapeutas em Rede pela Integração Psicodélica)

Por Associação Psicodélica do Brasil

Na história da psicoterapia aliada ao uso de psicodélicos, as psicoterapias psicodinâmicas e voltadas ao sentido da experiência, em suas diversas versões, foram as que desenvolveram as mais consistentes formas de suporte e integração aos pacientes. A terapia de integração, contudo, não restringe-se a um modelo teórico específico. No Brasil, por estarmos realizando tanto o debate sobre a psicoterapia com psicodélicos, quanto ações de redução de danos, especialmente em ambientes de festa, onde atendemos pessoas que não conhecemos e que em geral estão vivendo experiências desafiadoras sob efeito de psicodélicos (bad trips), temos recebido continuamente pessoas procurando atendimento psicológico, psiquiátrico ou terapias alternativas para ajudar a aplacar eventuais angústias persistentes, compreender experiências de sentido misterioso e estimular o desenvolvimento integral a partir do vivido.

Por esta razão, criamos o projeto TRIP (Terapeutas em Rede pela Integração Psicodélica), que está reunindo uma rede de referência de profissionais de saúde mental de todo o Brasil para fornecer suporte à integração de experiências com substâncias psicodélicas. Apoiamos pesquisas clínico-terapêuticas com substâncias psicodélicas, na expectativa de que em um futuro breve possamos superar mais este lamentável e anticientífico marco da guerra às drogas. Apoiamos também ações de reparação social e políticas de acesso a minorias e populações estigmatizadas, no intuito de que a ética do cuidado se fortaleça na indissociabilidade de uma política ampliada de acesso à saúde como direito humano fundamental.