Sobre

A Associação Psicodélica do Brasil (APB) nasceu em 2015 no Rio de Janeiro, após as ações desenvolvidas nos anos de 2014 e 2015 por um grupo de ativistas no Rio de Janeiro. Em 2014 foi realizada a Oficina de Redução de Danos sobre Psicodélicos na Casa Nuvem. No mesmo ano, ocorreu a primeira versão da Ala Psicodélica na Marcha da Maconha do Rio de Janeiro, inspirada pela Ala Psicodélica da Marcha da Maconha de São Paulo, organizada em 2013. No final do ano, foi a vez do 1o Seminário sobre Psicodélico, organizado no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ). Em 2015, os ativistas cariocas ampliaram as ações e realizaram pelo segundo ano consecutivo a Ala Psicodélica. Compreenderam que era necessário uma organização que estivesse para além de um único evento. Deste modo, passaram a organizar, após Maio de 2015, a Associação Psicodélica.

A APB manteve a tradição da organização das Alas Psicodélicas nos anos seguintes e o estimulo a esta organização em diferentes cidades brasileiras. O foco da associação, no entanto, sempre foi mais amplo e abarca ações no campo da redução de danos em eventos/festas. Em 2017 foi iniciado o projeto Brisa de redução de danos no interior de APB. Além disso, há um profundo debate em outras frentes, como a psicoterapia psicodélica.

O objetivo da Associação Psicodélica do Brasil (APB), conforme seu Estatuto, é assim definido:

Art. 2º – A Associação Psicodélica do Brasil tem por finalidade apoiar e construir debates, referenciais e ações políticas sobre as substâncias psicodélicas e seus usos, tendo como base um discurso antiproibicionista, pró-regulação e pró-redução de danos, bem como promover ações de acolhimento a experiências psicodélicas, gerando uma rede de compartilhamento e apoio.

  • – Para a consecução de suas finalidades, a APB poderá sugerir, promover, colaborar, coordenar ou executar ações e projetos, visando:
  1. Promoção de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informação e conhecimento técnico e científico que digam respeito às substâncias e técnicas psicodélicas;
  2. Promoção de ações de redução de riscos e danos, da educação e da saúde no que tange o uso de psicodélicos e técnicas psicodélicas, por meio de cursos, palestras, seminários e práticas integrativas;

III. Promoção da ética, cultura de paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e autonomia sobre o próprio corpo e estado de consciência;

  1. Promoção de micro e macro políticas sobre as substâncias e práticas psicodélicas com base antiproibicionista, pró-regulação e pró-redução de riscos e danos;
  2. Defender a garantia do uso lúdico de substâncias psicodélicas, desde que não cause danos a terceiros;
  3. Defender a garantia do uso de psicodélicos para promoção da criatividade e da especulação filosófica e científica;

VII. Defender a garantia do uso religioso e espiritual de substâncias psicodélicas;

VIII. Defender a garantia e a regulação dos usos terapêuticos das substâncias psicodélicas;

3 Respostas para “Sobre

    • Salve Alex. Estamos re-vendo a lista, mas os cogumelos seja os com psilocibina/psilocina, seja os com ácido ibotênico, não são proibidos no Brasil, em observância a portaria da ANVISA. O que é proibido no Brasil é o princípio ativo, isto é, a psilocibina. Este hiato legal permite que o comércio e produção de cogumelos com psilocibina continue sendo realizado, embora em uma situação longe da ideal. A mesma situação encontra-se no caso das sementes e plantas com LSA, como a Ipomoea tricolor, a Argyréia nervosa, etc.

      Neste sentido, a APB se situa na defesa da legalização plena dos cogumelos, de forma a retirar a ambiguidade penal hoje existente. De qualquer maneira, mesmo sem estabelecimento de quantidades, se cair o artigo 28 da Lei 11.343/06, a situação será melhor inclusive para usuários de cogumelos com psilocibina.

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      • Acredito que a proibição dos cogumelos é inócua, pois seu nascimento é muito comum em várias regiões do Brasil. Entretanto, sementes com LSA podem ser facilmente controladas pelo Estado. Mesmo assim, é necessário um diálogo aberto com relação a todos psicodélicos, afim de proporcionar estudos e pesquisas sobre o tema.

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